quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


CINQUENTA TONS DE CINZA - TRILOGIA




  Acredito que pra muitos a trilogia escrita pela Erika Leonard James, trata-se apenas de algo vulgar, polemico, pornográfico, e um livro direcionado ao erotismo. Porém, ao julgarem isso, as pessoas tem apenas o leve conhecimento do primeiro livro, o que realmente trata do assunto sexo masoquismo, algo que pouco conhecíamos, já que isso era apenas praticado por pessoas que gostassem de sentir " dor ". 
  É fácil julgarmos algo apenas por ler o inicio, pois o inicio nos mostra o começo de algo, não a história por completo, e ler algo ou conhecer algo apenas por primeira impressão, realmente nos faz acreditar que temos o direito de fazer julgamentos, mas temos que ter consciência de que precisamos conhecer aquilo que julgamos e falamos.
  Não sou fã desse tipo de assunto, que envolva erotismo, dor, ou vice versa, mas por ter lido os três livros tenho o direito de defender minha opinião, já que tenho todos os argumentos possíveis,  e além de disso tenho total conhecimento do que acontece por detrás da história.
  É claro que quando pegamos o primeiro livro temos o intuito de ler de forma a ser curiosa, e nos assustamos pela forma como o livro foi escrita, pelas pronuncias, pelas cenas fortes, e por algo tão intimo para todos nós, mas fora de tudo isso, além de todas as especulações que se referem ao assunto sexo, existe algo a mais, existe o sentimento de domínio, de poder, de carência, de medo, e muitos outros, é claro que para quem lê o primeiro livro, Christian Grey não vale nada, é apenas um escrupuloso homem que quer usar garotas para sua própria satisfação. Mas, o que eu quero dizer é, atrás de todo homem, de toda sua arrogância, seu achar de dominador, existe um sentimento de medo, existe mistério, e é isso o que nos faz ter vontade de ler a continuação, pois o começo nos mostra algo, mas a continuação, o desfecho de uma historia é que nos vai mostrar a realidade daquilo.
  Sim, o livro trata de sexo, de sadismo, mas nada disso foge da realidade, pois por detrás de tudo isso nasce o amor, o amor que homens sentem, mas não demonstram por medo, por insegurança, e vejo mulheres que se sentem inseguras diante disso. Por isso, além de todo um erotismo, existe o sentimento que nasce, e a vontade de mudar, pois quando gostamos de alguém ou de algo, a queremos por perto, e jamais iriamos querer machuca-lá e é isso o que o livro nos mostra, a forma como ele lida com o mundo dele, e a forma como ela faz com que esse pensamento de mundo frio mude, onde ela o mostra a possibilidade de um amor, de uma vida mais saudável, ousando das vontades dele, mas apreciando porém a sua vontade de estar perto. Pois cinquenta tons nos reflete os tons escuros de nossas vidas, nossos sentimentos mais amargos, que nos fazem nos fechar do mundo e da nossa realidade.
  Sim, eu me apaixonei pelo livro, pela história, e acima de tudo me apaixonei por um desfecho extraordinário, com personagens bem elaborados, uma história de tirar o folego, um amor incondicional, um medo capaz de fazer existir o controle, e um pensamento capaz de mudar qualquer situação. E continuo acreditando que para julgar, e fazer o seu argumento valer, deve-se primeiro conhecer aquilo que está ousando dizer, por isso antes de falar que é apenas um livro de sexo, leiam e desfrutem daquilo que eu desfrutei, o amor de um homem por uma mulher.

Nenhum comentário:

Postar um comentário